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Considerações de Início de Ano

Saudações, desocupados como eu.

Estive sumido do Blog por um tempo, e me arrependo profundamente de não ter escrito textos sobre várias coisas, como a não contratação de Adriano pelo Corinthians – ainda bem -, o fiasco do Inter-RS frente ao Mazembe – uma das coisas mais engraçadas dos últimos anos – e o próprio título do Inter de Milão frente ao mesmo fraco Mazembe. Sem contar a saída de Elias ou a aposentadoria do William.

Eu não tenho nenhuma boa justificativa pra meu sumiço, na verdade. Envolve desde problemas acadêmicos a problemas pessoais, coisa que não merece ser discutida aqui.

Mas, aqui estou, pronto pra comentar sem a menor credibilidade as especulações, as contratações e tudo mais envolvendo futebol – filmes fica pra outro post.

O motivo principal de eu abrir o Blog e vir escrever este texto tem nome: Ronaldinho. Revelação por 3 anos, craque por mais 3 e decepção até agora, o Gaúcho se desligou do Milan e negocia com Grêmio, Palmeiras, Flamengo e alguns times do exterior – que não devem ser seu destino, diga-se de passagem -, como Blackburn, Fenerbahce e PSG, onde ele já jogou.

A negociação nada mais é do que um leilão com cobertura da imprensa. Feita em churrascarias no Rio de Janeiro, o destino que muitos davam como certo agora é praticamente descartado, o Grêmio. Exceto pelo fato da notícia recente de que o Grêmio quer pagar a multa ao Milan. O Flamengo, por sua vez, oferece um ótimo contrato, visibilidade incomparável, visto que falamos da maior torcida do Brasil, além de um ótimo treinador. Estrutura, no entanto, zero. E esse é o trunfo do Palmeiras, que também tem um ótimo treinador e uma proposta tão boa quanto a do Flamengo, financeiramente.

Se vocês entenderam esse vômito de informações no último parágrafo, devem ter uma vaga noção de como ocorre a negociação, que deve ter um desfecho a qualquer momento.

Eu, particularmente, torço para que ele venha ao Palmeiras. É engraçado ver o Palmeiras perdendo títulos, passando vexame, atrasando salários e não tendo as contas aprovadas. Sim, é engraçado para um torcedor rival assistir. Mas se continuar nesse ritmo, a rivalidade não vai mais existir, e isso é chato. Chutar cachorro morto não tem graça. Legal é assistir clássicos com craques em campo, times fortes, jogadores de personalidade. Com Kléber, Marcos, Valdívia e Ronaldinho Gaúcho, o Palmeiras deixa de ser coadjuvante e os campeonatos ficam muito mais interessantes.

Sobre o resto das especulações… o Corinthians deve anunciar Willian, ex-Figueirense, ainda hoje. Atacante rápido, habilidoso e que sabe fazer gols. Deve chegar para a reserva de Dentinho e Jorge Henrique, já que Tite deixou claro que pretende resgatar o 4-3-3 nessa temporada. Marcinho, jogador do Qatar, deve chegar agora ou em Maio. Outros nomes negociam para o meio campo e também para a reserva de Ronaldo. Cristian está acertado com o clube, o que não significa nada pois falta a liberação de seu clube na Turquia, o que não deve acontecer tão facilmente. Já Edu Dracena tem proposta em mãos e deve avaliar uma contra-proposta do Santos, pra decidir se fica ou se vai.

O SPFC fechou com Juan e negocia com Alex, do Fener, Diego, do Wolfsburg e chegou a oferecer contrato a David Beckham, muito mais pra desviar o foco do ano fracassado do que de fato tentando contratar um bom meia. Ricardo Oliveira volta para seu time em algum lugar no Oriente Médio. O SPFC vem forte para a disputa da Copa do Brasil, que deve ser interessantíssima, com Flamengo, Palmeiras, SPFC, Atlético-MG, entre outros.

O Santos foi o que melhor contratou. Especificamente Jonathan, lateral direito, Charles, volante para ajudar Arouca, e Elano, jogador raro e identificado com o clube. Mas a melhor contratação, de longe, é a recuperação de Ganso. É um time que é favorito a todos os campeonatos, mas também não é muito melhor do que todos os outros… futebol é futebol.

Por enquanto é isso. Quando as contratações acontecerem de fato, fica mais fácil analisar os elencos já prontos.

Só pra finalizar, desejo sorte ao Elias no Atlético de Madrid, onde não deve ficar muito tempo, e agradeço ao William pelos anos de capitão do Corinthians.

Logo escrevo sobre a Libertadores e o possível grupo da morte.

P.S.:

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Eraserhead

Em 1976, David Lynch estreiava como diretor de longa-metragens com o nada recomendável Eraserhead.

Com orçamento baixo e esporádico, Lynch levou 7 anos pra concluir a produção, que logo virou ícone alternativo, dando-o prestígio pra seguir na carreira.

Anteriormente ao longa, ele já havia lançado 3 curtas, que podem ser encontrados sem grandes dificuldades no youtube: Six Figures Getting Sick (1966) , The Alphabet (1968) e The Grandmother (1970), o último tendo muita semelhança com o filme título deste post.

Eraserhead é o tipo de filme que, pros que conseguem ver até o fim, marca definitivamente, positiva ou negativamente. Se trata de uma experiência totalmente bizarra, mas de qualidade fotográfica e artística memorável.

Quando eu digo que o filme não é recomendável, é porque acredito que a decisão de assistí-lo deve partir única e exclusivamente de cada um. Eu lavo minhas mãos e escrevo esse post para quem já viu ou pretenda ver o filme – ninguém que eu conheça, diga-se de passagem – sabendo de seu contexto e tentando atribuir significado a ele.

A história de Henry Spencer é contada na tela. Henry vive num ambiente prioritariamente industrial – altamente inóspito para sensações agradáveis -, num apartamento pequeno, é vizinho de uma mulher alta, morena, bonita, que num dos dias de suas férias o avisa que sua namorada Mary X o convidou para um jantar com os pais dela. No jantar, numa sequência absolutamente memorável, Henry fica sabendo que sua namorada está grávida dele, e que eles terão que se casar. Mas o bebê é um monstro, literalmente, e chora incessantemente.

Todo o fio principal da história é permeado por cenas surreais, muito bem montadas e que nos induzem a pensar sobre o mundo totalmente sem sentido criado na tela. Há uma perda de contato com a realidade, ou com o que convencionamos chamar de realidade.

“In Heaven, Everything is Fine” é um capítulo a parte, uma das cenas mais sensacionais já feitas – dentro de contexto, obviamente.

Isso tudo sem mencionar o homem estranho que olha pela janela, os bixos encontrados por Henry por todo lado e a cena na fábrica de lápis.

Coincidência ou não, David Lynch morou na Filadélfia, área altamente industrial, engravidou a namorada e casou-se com ela antes de completar 21 anos, e sua filha nasceu com os pés deformados. Isso tudo nos dá o fio da meada para uma melhor interpretação da obra.

Repito, eu não recomendo que ninguém assista esse filme pra depois vir dizer que o filme é uma bosta, sem sentido, pretensioso e etc. Estou única e exclusivamente discorrendo sobre ele de forma aleatória. Se quiser assistir, melhor pra você.

P.S.:

 

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Fitter Happier

Fitter, happier, more productive,
comfortable,
not drinking too much,
regular exercise at the gym
(3 days a week),
getting on better with your associate employee contemporaries ,
at ease,
eating well
(no more microwave dinners and saturated fats),
a patient better driver,
a safer car
(baby smiling in back seat),
sleeping well
(no bad dreams),
no paranoia,
careful to all animals
(never washing spiders down the plughole),
keep in contact with old friends
(enjoy a drink now and then),
will frequently check credit at
(moral) bank (hole in the wall),
favors for favors,
fond but not in love,
charity standing orders,
on Sundays ring road supermarket
(no killing moths or putting boiling water on the ants),
car wash
(also on Sundays),
no longer afraid of the dark or midday shadows
nothing so ridiculously teenage and desperate,
nothing so childish – at a better pace,
slower and more calculated,
no chance of escape,
now self-employed,
concerned (but powerless),
an empowered and informed member of society
(pragmatism not idealism),
will not cry in public,
less chance of illness,
tires that grip in the wet
(shot of baby strapped in back seat),
a good memory,
still cries at a good film,
still kisses with saliva,
no longer empty and frantic
like a cat
tied to a stick,
that’s driven into
frozen winter shit
(the ability to laugh at weakness),
calm,
fitter,
healthier and more productive
a pig
in a cage
on antibiotics.

 

Radiohead

Álbum OK Computer

Faixa 7

P.S.:

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Fluminense Campeão Brasileiro

Terminou ontem o longo campeonato Brasileiro, de uma forma digna, como deveriam ser todas as rodadas.

Goiás, Palmeiras e Guarani honraram – ao menos nessa rodada – suas tradições e não facilitaram aos 3 candidatos ao título, Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. No fim das contas o Fluminense venceu e levou seu terceiro título nacional, o segundo Brasileirão – o último havia sido em 1984.

O Campeonato Brasileiro de 2010 ficou marcado por polêmicas, teorias da conspiração, péssimas arbitragens e, enfim, a bela disputa entre os 3 concorrentes na última rodada. Malas brancas, entrega de jogo pra não beneficiar rivais, manobras do STJD e CBF pra beneficiar o Corinthians por ser o ano do centenário, tudo isso foi especulado incessantemente durante o ano, e provavelmente continuará sendo por mais um tempo.

Antes de mais nada o que deve ser dito é que o Fluminense mereceu a taça, independente do que tenha acontecido. O time é bom, guerreiro, o técnico é consciente, há valores individuais que podem decidir jogos, além do fato de a equipe estar calejada por fracassos anteriores – ou por ter escapado de uma tragédia anunciada no ano passado.

Mas as polêmicas existiram, e merecem ser mencionadas: nem Palmeiras e nem São Paulo mexeram 1 dedo pra tentar ganhar do Fluminense, isso deve ser dito. Nada com o qual o Flu tenha algo a ver… foi lá e ganhou, como provavelmente ganharia se São Paulo e Palmeiras tivesse de fato se esforçado e não fingido.

A teoria da conspiração mais mencionada é a de que o Corinthians teria sido ajudado muito pela arbitragem, coisa com a qual eu discordo e os motivos eu já coloquei aqui: erros a favor do Corinthians dão audiência, todo mundo fala, enquanto que erros contra são colocados como normais. E sim, houveram muitos erros contra, como não marcação de pênaltis contra Flamengo no 1º turno, Avaí na Ressacada, Cruzeiro em Uberlândia, Fluminense no Pacaembu, marcação equivocada de pênalti a favor do Atlético-PR na Arena da Baixada, pênalti mal marcado também de Ralf contra o Vitória, 2 gols mal anulados de Ronaldo contra o Guarani, entre outros erros que podem se achar… é só ter memória boa. Também houveram erros a favor, obviamente, mas esses a mídia já fez questão de ressaltar.

Não, eu não quero dizer que o Corinthians é o campeão moral de 2010. Campeão moral não existe. Pra mim é o mesmo que ser café com leite no pega-pega.

É pra dizer que se você acredita que o Corinthians foi ajudado na busca pelo título, é porque não presta atenção e vai na onda de comentaristas sensacionalistas.

Colocadas todas as circunstâncias na balança, o campeonato foi justo e venceu o melhor. Ponto final. Parabéns ao Fluminense pela bela campanha e bola pra frente.

No fim das contas o Corinthians pode se orgulhar de ter feito uma bela campanha, 3 anos depois de ter caído pra série B.

Mais um ponto a ser discutido é a recente polêmica envolvendo um lema da torcida do Corinthians: não vivemos de título, vivemos de Corinthians.

Podem zoar, dizer que é choro disfarçado, mimimi, mas é a mais pura verdade.

É muito fácil lotar estádio e apoiar e declarar amor ao time quando se é campeão. Quero ver que torcida cresce exponencialmente de tamanho durante um jejum de 23 anos, ou grita “Eu Nunca Vou Te Abandonar” logo após um rebaixamento, que lota estádios durante toda uma série B, que reconhece a raça de um time logo após a eliminação de uma Libertadores.

Desse tipo existem poucas. No Brasil não passam de 5. Contrariar isso sim é mimimi.

Ano que vem tem mais. Sempre tem mais.

Agora falando especificamente e brevemente sobre a parte técnica das 3 principais equipes da competição: o Cruzeiro era o melhor time entre os 3, tecnicamente falando. Toque de bola envolvente, um camisa 10 calejado, atacante completo como Tiago Ribeiro e um técnico ofensivo na medida do possível. O Corinthians tinha um meio de campo que carregava o time e quando esse meio de campo se encontrava ou desfalcado ou num mal dia, era mal sinal. Foi assim que o time perdeu do Atlético-GO 2 vezes, empatou 2 vezes com o Ceará e empatou com o Vitória. Já o Fluminense é um time raçudo, não se entrega, e quando precisa tem jogadores que resolvem na técnica, como Conca, Deco, Emerson e Fred – apesar dos 3 últimos terem jogado pouco durante o torneio, o primeiro jogou todos os 38 jogos, coisa altamente louvável.

Bom mesmo será a Libertadores de 2011, com Santos, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Internacional e possivelmente o Grêmio.

Só uma nota final: Elias. Foi vendido ao Atlético de Madrid, de onde provavelmente passará pra um time maior. Ele ainda tem 25 anos e muito futebol pra mostrar, boa sorte a ele, onde estiver. É Corintiano, tá na cara.

Que venha 2011, que o Ganso se recupere, que o Woody Allen lance um filme decente…

P.S.:

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1976 Vive

Em 5 de Dezembro de 1976 o Corinthians ganhava uma semi-final contra o Fluminense, no Maracanã, com metade dos torcedores a seu favor, numa das maiores invasões de torcida já registradas.

A situação é bem diferente, mas não custa nada contar as coincidências.

Eu Acredito.

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Twin Peaks

Há 20 anos, David Lynch se unia a Mark Frost para revolucionar a história de programas televisivos com a criação de Twin Peaks.

Com uma premissa digna de repetitivos suspenses adolescentes atuais a série mostra suas garras já no piloto, que tem duração de 1h30min.

O enredo gira em torno do assasinato da jovem Laura Palmer, popular, rainha do baile, namorada do astro do futebol na cidadezinha interiorana estereotipada estadunidense. O crime é a desculpa perfeita pra vasculhar a personalidade dos supostos habitantes superficiais da cidade. Os episódios e as cenas se sucedem e vamos descobrindo que nem tudo é assim tão simples no interior.

Twin Peaks fica perto da fronteira com o Canadá, localização que faz com que a investigação do crime seja delegada ao FBI, fato que nos apresenta a um dos personagens mais sensacionais já criados: Dale Cooper.

Assistir a um agente do FBI com um passado nebuloso e uma convivência com a mais dura realidade humana diariamente se fascinar com “simples” pinheiros localizados em uma pequena cidade, além de pequenas coisas como uma boa torta, um café delicioso no Double R e a paixonite da adolescente mais interessante da série, Audrey Horne, é absolutamente revigorante.

A história apresentada na série não impressiona por suas ligações geniais, pela tentativa de crime perfeito ou pelo final inesperado. Não. A arte de filmar é muito maior do que isso, e o maior argumento pra suportar essa tese tem nome e sobrenome: David Lynch.

Não vale a pena se prender apenas à história quando se tem presente a espetacular – ainda que repetitiva – trilha sonora feita por Angelo Badalamenti aliada a cenas não menos do que perfeitamente montadas, como aquela na qual os pais de Laura Palmer ficam sabendo do assasinato, a apresentação do estranho romance entre Bobby Brigs e Shelly Johnson e a primeira aparição de Dale Cooper.

Como não poderia deixar de ser, há também certas cenas surreais, daquelas que ficam na mente por muito tempo por terem causado estranheza. Essa é uma das características do diretor, que antes de partir pro cinema teve formação como pintor.

O filme, Twin Peaks – Fire Walk With Me é um apanhado do que foi feito de melhor na série melhorado com elementos que cabem mais ao cinema do que à TV.

Eu particularmente tinha um certo preconceito em relação ao David Lynch até assistir a essa série, e afirmo aos amantes da arte que vale a pena.

Sua visão da arte de filmar, pura e simplesmente, é boa pra quem tem problemas com avalanche de repetições, repetições e repetições.

P.S.:

 

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